O que fazer com os resíduos da obra?

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O que fazer com os resíduos da obra?

Na hora de realizar uma obra ou de reformar um imóvel, além de pensar em projetos e no que será feito, é necessário se preocupar com o destino final dos materiais que não serão usados ou que serão descartados. Ao término de uma construção, é certo que a quantidade desses materiais na obra será grande, por mais cuidados que se tenha para evitar o desperdício. Em termos técnicos, o nome dado à essas sobras é Resíduos Sólidos da Construção Civil (RSCC). Muitos desses resíduos da construção civil são recicláveis e as construtoras têm apostado não só no descarte correto, mas na reutilização dos materiais.

Tipos de resíduos

De modo geral, são RSCC os seguintes materiais:
– Resíduos de construções, demolições, reformas e reparos de pavimentação e infraestrutura, como, por exemplo, solos provenientes de terraplanagem;
– Resíduos de construção, de demolição, de reformas e de reparos de edificação, como os tijolos, blocos, telhas e placas de revestimento, além de argamassa e concreto;
– Resíduos de fabricação ou demolição de peças pré-moldadas em concreto, como blocos, tijolos, meios-fios, estruturas ou produzidas nos canteiros das obras.
As obras residenciais ou comerciais que utilizam processos construtivos convencionais, ou seja, estrutura de concreto armado associada a vedações em alvenaria com blocos de concreto ou cerâmicos, geram entre 0,10 e 0,15 m³ de Resíduos da Construção Civil – RCC /m² de área construída. De acordo com o mestre em Tecnologia Ambiental, Elcio Careli, diretor da empresa Obra Limpa, 50% desse volume se referem à alvenaria, concreto, argamassas e cerâmicos; 30% à madeira; 10% ao gesso; 7% ao papel, plástico e metais; e 3% são constituídos de resíduos perigosos e outros resíduos não recicláveis, inclusive rejeitos.
Para cada tipo de resíduo há uma destinação correta, seja reutilização ou reciclagem e é preciso ter cuidados bastantes específicos para cada um.

Alvenaria, concreto, argamassas

Os resíduos brutos podem ser reutilizados em obra para novos aterros, de forma simplificada, reconhecendo condições necessárias de compactação e estabilidade do terreno. Também é possível reutilizar as aparas de blocos para preencher vãos na execução de vedações em alvenaria. Ou britar resíduos para homogeneização (produção dos agregados reciclados) empregados para enchimentos, estabilização de terrenos, sub-base e base de pavimentos, contra pisos, drenagens, produção de argamassas, concretos não estruturais, entre outros usos. As possibilidades poderão estar relacionadas a processamento dos resíduos em canteiro ou em unidades de reciclagem externas.
Produção de agregados e fabricação de blocos de vedação em canteiro, utilizando resíduos de demolição (concreto). Os cuidados, neste caso, estão na identificação do perfil de geração dos resíduos para definir processos de reutilização ou reciclagem, respeitando também os potenciais consumos locais dos materiais reutilizáveis e, mais especificamente, dos agregados reciclados. É importante considerar a tecnologia mais adequada para atender o mercado demandante e as especificações definidas por normas técnicas aplicáveis. Recomenda-se, portanto, reconhecer oportunidades, tanto no canteiro quanto na cidade.



Publicado em: 13/07/2017

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